Notícias Música, teatro, cinema, artes, curiosidades, entre outros assuntos. |
Sony Awards 2014 premia jovens fotógrafos
Fonte; BBC Brasil ![]() |
Confira só todas as imagens http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/03/140317_sony_awards_galeria_fn.shtml

Nossos cérebros tem uma habilidade chamada neuroplastia - basicamente, é a capacidade do órgão de se adaptar de acordo com nossas necessidades e experiências. E a ciência conseguiu provar que a nossa forma de vida, dependente da internet e de gadgets, modificou o funcionamento de nossos sistemas nervosos.
Calma. Antes que você pense que vamos discorrer sobre os malefícios da web em relação a nossa capacidade de atenção, ou sobre os benefícios que apps trouxeram para organizar nossas vidas, tópicos ainda controversos, listamos uma série de pesquisas que provam como a tecnologia alterou os nossos cérebros - sejam mudanças boas ou ruins. Confira:
E isso é culpa da TV. Da mesma forma que, há alguns anos, também era culpa da TV que muita gente tenha passado a sonhar em preto e branco. Explicamos - antes da popularização da telinha, nossa psique era influenciada pelo mundo ‘real’. Quando passamos a dedicar boa parte do dia aos programas da televisão, eles também começaram a deixar impressões em nosso subconsciente. A maior prova é um estudo da Universidade de Duke, que analisou registros de sonhos de dois grupos: adultos acima de 55 anos, que passaram anos de suas vidas vendo TV em preto e branco, e pessoas mais jovens, já nascidas após a era do Technicolor. O primeiro grupo tinha uma tendência maior a ter sonhos em p&b. Já o segundo, tinha sonhos mais coloridos. A Associação de Psicologia Americanareproduziu o experimento e comprovou seus resultados.
Você certamente já ouviu falar da síndrome chamada de “FOMO” (sigla para Fear of Missing Out, traduzido livremente para algo como ‘medo de ficar por fora’), que afetaria as gerações mais novas, nascidas na era da informação. O New York Times define o FOMO como ‘uma mistura de ansiedade, inadequação e irritação que surge quando se está por fora das mídias sociais’. Basicamente, como você fica ao passar alguns dias sem acessar o Facebook, ou quando esquece o smartphone em casa. Outro ‘sintoma’ é quando estamos em casa, relaxando, vendo alguma série no Netflix e temos aquela urgência de fazer outra coisa, de que deveríamos estar em outro lugar, falando com outras pessoas. Ou mesmo quando estamos em uma festa e sentimos essa angústia que nos informa que ‘podíamos estar gastando nosso tempo de outra forma’. A teoria é que essa sensação é causada por horas e horas olhando nossos contatos fazerem as coisas mais incríveis em imagens e posts no Instagram e no Facebook - e nos esquecemos que momentos de tédio fazem parte da vida.
“Opa, o que é isso? Meu celular vibrou? Será que recebi uma mensagem? Ou um GIF no Relay? Tem alguém me ligando?”. Você tira o celular do bolso/bolsa e percebe que não - o celular não tem nenhuma notificação. O que acontece é que nosso cérebro está programado para achar que os smartphones estão vibrando. Não chega a ser incômodo, mas, se pararmos para pensar, o fenômeno é muito estranho. Um estudo publicado pelo Computers and Human Behaviordescobriu que 89% de 290 estudantes universitários sentiam as vibrações fantasma pelo menos uma vez a cada duas semanas.
O que você faz nos minutos que antecedem o sono? Lê um livro no iPad? Assiste à TV? Ou vê Parks and Recreation no Netflix com o notebook no colo? Cientistas acreditam que a exposição às telas durante a noite bagunça o nosso organismo e dificulta o sono. A ideia é que a luz emitida pelos eletrônicos faz com que o nosso corpo ‘acredite’ que ainda estamos sob a luz do dia. Ou seja, ainda não seria a hora de dormir. “E por que isso não acontece desde que lâmpadas foram instaladas nas casas de nossos bisavós e avós?”, você pode se perguntar. A suspeita recai sobre o tipo de luz emitida pelas telas, que é mais azulada e ‘parecida’ com a luz do dia.
Um estudo de 2013 indicou que games como Halo e Call of Duty (tiro em primeira pessoa), aumentam nossa capacidade de tomar decisões rápidas e estimulam jogadores a verem mais em menos tempo. Isso faz com que esses gamers tenham mais noção de espaço - coisa que pode ser útil não apenas no mundo virtual. Eles também conseguem discernir mais facilmente objetos em situações com pouca iluminação.
Jogos de estratégia como Starcraft aumentam a ‘flexibilidade cognitiva’ do cérebro. Isso quer dizer que conseguimos alternar tarefas mais rapidamente, ou fazer duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo com facilidade - a invejada capacidade de multitask. Estudos apontam que o efeito dos games é ainda mais pronunciado em pessoas mais velhas.
Namorada de Mick Jagger é encontrada morta
![]() | A namorada do líder do Rolling Stones, Mick Jagger, a estilista e modelo L'Wren Scott, de 49 anos foi encontrada morta em seu apartamento em Chelsea, Nova York, por sua assistente por volta das 10h, desta segunda-feira, dia 17. A informação foi confirmada à agência France Presse por um porta-voz do cantor. Legistas e polícia local acreditam que a morte esteja relacionada ao suicídio, porém a perícia da real causa não foi determinada. Segundo a agência EFE, ela foi encontrada pendurada pelo pescoço por um cachecol. Um porta-voz de Jagger disse que ele está "completamente chocado e devastado". Scott se tornou estilista após deixar a carreira de modelo. Entre suas admiradoras estavam a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, e a atriz Nicole Kidman. L'Wren Scott e Mick Jagger estavam juntos desde 2001. |
Arte em Revista: México faz mostra sobre chegada dos Beatles aos EUA

A primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos é tema de uma exposição na Cidade do México. O quarteto de Liverpool teve uma estrondosa recepção quando desembarcou na América em fevereiro de 1964.
O boletim semanal de cultura da BBC Brasil mostra também uma nova exposição na Guatemala que conta a história dos conflitos do país.
Nas Filipinas, o teatro japonês do século 14 tenta cativar um novo e jovem público.
E na Índia, a indústria cinematográfica de Bollywood está oferecendo visitas guiadas aos fãs.
História de amor e crônica pós-Katrina ganham prêmio literário nos EUA
Foto: Akintunde Akinleye / Reuters |
Uma história de amor que examina as atitudes raciais modernas, uma crônica sobre os dias subsequentes ao furacão Katrina e uma biografia do escritor anglo-irlandês Jonathan Swift ganharam o prêmio literário norte-americano National Book Critics Circle.
O prêmio, entregue na quinta-feira em Nova York, abrange obras publicadas no último ano nos EUA, escolhidas por um grupo de 24 conselheiros do Círculo Nacional de Críticos Literários, entidade fundada em 1974 que reúne cerca de 600 críticos e resenhistas literários.
O prêmio de ficção foi dado a "Americanah", terceiro romance da escritora de origem nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie sobre namorados de infância que se mudam para países diferentes.
A jornalista Sheri Fink, já vencedora do Pulitzer, recebeu o prêmio de não ficção por "Five Days at Memorial: Life and Death in a Storm-Ravaged Hospital", grande reportagem feita em um hospital de Nova Orleans após o furacão Katrina (2005).
Leo Damrosch levou o prêmio de melhor biografia com "Jonathan Swift: His Life and His World", sobre o escritor satírico que viveu nos séculos 17 e 18. Amy Wilentz, ex-correspondente no Haiti, ficou com o prêmio de autobiografia, por "Farewell, Fred Voodoo: A Letter from Haiti".
O acadêmico italiano Franco Moretti recebeu o prêmio pela melhor obra crítica ("Distant Reading"), e Frank Bidart venceu na categoria poesia ("Metaphysical Dog").
(Reportagem de Patricia Reaney)
Fonte : Portal Terra
Yoko Ono abre exposição na Espanha e posa para fotógrafos

Yoko Ono, 81 anos, atendeu a imprensa na manhã desta quinta-feira (13) no museu Guggenheim, em Bilbao, na Espanha. A artista plástica abriu a exposição de retrospectiva da sua carreira chamada Yoko Ono. Half-A-Wind Show .
Mafalda faz 50 anos; Quino diz que é só mais um desenho

Embora esteja imerso na celebração do 50º aniversário de seu "neném", a Mafalda, o ilustrador argentino Quino, aos 82 anos, reconheceu que para ele a célebre e insolente garotinha é um "mais um desenho" e não hesitou em se colocar como um carpinteiro que projetou um "móvel lindo".
Em sua casa em Madri, sob o olhar sem vida das bonecas de Mafalda que enfeitam a sala de estar, o argentino contou nesta sexta-feira em entrevista exclusiva à Efe que, apesar de saber que há muita gente que fica chateada ao ouvir de sua boca que ela é "mais um desenho, me sinto assim".
"Eu sou como um carpinteiro que fabrica um móvel, e Mafalda é um móvel que fez sucesso, lindo, mas para mim continua sendo um móvel, e faço isto por amor à madeira em que trabalho", minimizou Joaquín Salvador Lavado Tejón, Quino, que nasceu em Mendoza, na Argentina, em 1932.
Sofrendo de um problema de visão que o faz viver em um "mundo um pouco desfocado", o pai da garotinha mais contestadora dos quadrinhos sente que hoje é um "pouco menos otimista" do que quando tinha 35 anos e desenhava a Mafalda e se sente "um pouco mais desiludido" ao ver como o mundo é.
Apesar de com a menina que odiava a sopa ter burlado a censura em sua Argentina natal, Quino não sente que Mafalda tenha sido sua "melhor aliada" para dizer "o que queria e quando queria".
"Meu melhor aliado fui eu mesmo, porque deixei de dizer muitas coisas que gostaria e não se podia dizer. Desde que cheguei a Buenos Aires com minha pastinha (em 1954), me disseram que não podia fazer desenhos sobre militares, sobre a igreja, o divórcio, a moral. Então me acostumei a desenhar as coisas que me permitiam", lembrou.
Mas não se dedicou só a desenhar tiras sobre coisas que eram permitidas, mas, como destacou, pôs "muito da minha vida pessoal" e aplicou sua visão de mundo para que seu "neném" tivesse sempre esse odor de atualidade que a transportou para nossos dias.
"Copiei as cenas de quando comia em minha casa, e as pessoas gostaram, porque poucos desenhistas faziam isso. Charlie Brown me agrada muito, mas me parece um horror que não haja adultos", disse, e admitiu nunca ter pensado que Mafalda se transformaria na voz de muitas pessoas.
"Em meu trabalho, apelava para as notícias do dia, e escrevia sobre o que saía nos jornais; o mundo era assim. Eu não disse, 'vou a fazer uma menina contestadora'; não, saiu assim. Muitas vezes desenhava coisas pelas quais me sentia impelido".
Após esta reflexão envolvida em um sorriso tranquilo, o desenhista reconheceu que cometeu "erros" em sua época de desenhista.
"Quando era menino, na escola nos mandavam escrever, para ter boa caligrafia, em uma folha de papel pautado; eu fiz uma tira com este tema, e alguém me disse que estava louco, porque isso já não se usava mais".
Consciente que Mafalda continua sendo um personagem querido no mundo todo, o Quino "pouco otimista" aparece por trás desse avô tranquilo ao alfinetar que "não acredito que Mafalda ultrapasse as fronteiras da história e se transforme em algo parecido com a música de Mozart".
"Haverá uma temática muito mais importante que as coisas que Mafalda disse. Além disso, aparecerão em suportes que ainda não se conhece", disse com um realismo isento de tristeza.
Com uma vida entre Buenos Aires e Madri, Quino, que deixou de desenhar Mafalda há 41 anos, também não pode continuar a pintar, sua outra paixão, por causa de sua delicada visão.
Mas isto não o impede de comparecer a encontros com seus leitores, ávidos ainda por suas tiras, leitores que Quino quer continuar vendo, porque assim "posso dar a eles um rosto", concluiu, enquanto uma Mafalda de madeira apoiada em sua mesa de trabalho parece fitá-lo com a devoção de uma filha orgulhosa.





Pelo quarto ano consecutivo, o